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21.03.2022

A Matemática no Ensino Fundamental vai além do óbvio

Aprender matemática envolve o conhecimento específico de noções, conceitos e procedimentos da área, a decodificação de símbolos aritméticos e geométricos e a resolução de problemas em diferentes situações.

Os alunos do Ensino Fundamental I desenvolvem conhecimento a respeito de números e operações, grandezas e medidas, álgebra e funções, espaço e forma tratamento de informação e estruturas lógicas, fazendo conexões com desafios propostos na escola e fora dela, já que o pensamento matemático está presente em diversos âmbitos da vida cotidiana.

“Eu não sei isso ainda, mas com esforço e persistência, vou aprender”. Foi com esta potente frase que o 3º ano (Y3) escolheu iniciar o ano e se relacionar com a Matemática. Eles estão engajados em criar, pensar e colocar a “mão na massa” para a construção do conhecimento. Por meio de atividades, os alunos criaram, entre outras coisas, conexões com Matemática e Artes, garantindo maior envolvimento, enquanto sua sensibilidade estética e seu repertório cultural foram ampliados. 

Uma das propostas realizadas nas aulas de Matemática do 4º ano (Y4) foi o desafio de os estudantes criarem coletivamente formas geométricas com uso do barbante. A partir de orientações dadas pelas professoras com o nome de determinadas figuras geométricas e/ou de suas propriedades (quantidade de lados e vértices), os alunos formavam o desenho. A atividade contemplou uma revisão de geometria que pretendia avaliar a habilidade de identificar e nomear figuras geométricas, além de trabalhar a percepção espacial e fortalecê-los como grupo.  

Na oficina de Geometria, os alunos construíram pirâmides de base quadrada e triangular, relacionando-as às imagens e aos objetos já conhecidos em sua realidade, ao mesmo tempo que tiveram a oportunidade de aumentar o vocabulário técnico matemático. Assim, o palito de churrasco tornou-se aresta e a massa de biscuit, vértices. 

Em outro momento, ao tratar os dados de uma suposta loja de pipas e dos aniversariantes da sala, os braços erguidos e abertos transformaram-se em eixos vertical e horizontal. Nesse percurso, as crianças são agentes no processo de aprendizagem e passam a entender que a matemática é muito mais do que decorar fatos e procedimentos sem compreendê-los ou apenas chegar à resposta “correta”. 

A beleza da matemática está em pensar profundamente, questionar se as ideias fazem sentido, refletir com os outros colegas sobre diversas possibilidades de estratégias e desenvolver habilidade de trabalho em grupo.   

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