10.10.2022
Por Gabriel oliveira
O Estudo do Meio à cidade histórica de São Luiz do Paraitinga permitiu aos alunos do 3º ano (Y3) a vivência de aspectos que haviam apenas aprendido em teoria ao longo dos estudos das Unidades de Investigação “Cities” e “Natural Resources”. Além das questões transdisciplinares, englobando Ciências e Artes, eles viram de perto os resultados da enchente de 2010. Incentivados a pensar criticamente, os alunos tiveram a oportunidade de entender o impacto da interferência humana na natureza e como esses desastres podem ser evitados.
Guiados pelas Unidades de Investigação, o planejamento urbano e a relação do homem com a natureza serviram de centros para a reflexão. São Luiz é, historicamente, uma cidade muito importante. Por ser uma área de trânsito, nascida da ocupação de tropeiros, o local possibilitou que os alunos reparassem no contraste. Durante o período colonial, a cidade se destacava por contrariar o padrão da época, a monocultura, e por apostar na policultura como modelo de produção. O contraste entre São Paulo e São Luiz foi evidente, mas durante a pesquisa de campo os alunos puderam notar as diferenças entre o rural e o urbano, entre o novo e o antigo. Eles desenvolveram a consciência de que são agentes ativos daqueles espaços e incentivados a se engajarem na busca de uma relação menos destrutiva com a natureza.
Outra face da experiência foi a da escuta ativa, em que os alunos conheceram o rico folclore luizense e confeccionaram tiaras e cartolas típicas do carnaval da região. Ao entrevistar nativos, o resgate da memória – um bem imaterial – se misturou com as lembranças da reconstrução material pela qual a cidade passou após a enchente de 2010. A escuta sensível à ciência também foi ressaltada. Evocando nomes como Saturnino de Brito e Aziz Ab’Saber, o respeito à mata originária e o planejamento da cidade foram abordados enquanto forma de se evitar o desastre ambiental.
Junto à escuta, os alunos viram e agiram. No Mirante de São Luiz eles aplicaram os conhecimentos sobre os pontos cardeais e nas Oficinas de Paçoca e Pau a Pique a memória local foi trabalhada. Durante o Floating no rio Paraitinga, observaram a cidade por outra perspectiva, vendo a mata ciliar e casas afetadas pela enchente.
A viagem à São Luiz do Paraitinga possibilitou aos alunos o enriquecimento das reflexões sobre as diferentes discussões iniciadas em sala, além do aprendizado dos aspectos históricos e culturais da cidade.
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