24.05.2022
Por Lais Carvalho
O segundo Conference Cycle do ano foi voltado às famílias de Educação Infantil ao Ensino Médio e contou com a presença da neuropsicóloga Adriana Fóz. Intitulado “Emoções de nossos filhos: desafios e potenciais”, a pesquisadora abordou assuntos relacionados à saúde mental.
Adriana abriu o encontro trazendo um panorama emocional pré e pós-Covid-19. Falou, também, sobre o aumento do uso da tecnologia, das mudanças desafiadoras e de qual a melhor forma de darmos conta delas, endereçando aspectos cognitivos, tecnológicos e socioemocionais.
A especialista discorreu sobre conceitos importantes, como mente e plasticidade cerebral e qual sua ligação com a saúde mental. Além disso, ressaltou a importância de os familiares ajudarem seus filhos com relação aos seguintes aspectos: estar bem consigo mesmos, saber lidar com emoções, buscar ajuda quando necessário, reconhecer limites e procurar estar bem informados.
Boa parte da palestra foi dedicada à diferenciação entre transtorno, estresse e outros pontos sensíveis, incluindo o famoso “cutting”, bullying e suicídio.
O tempo de tela, a toxicidade da tecnologia e seu poder em desbalancear a equação de uma vida saudável e com emoções reguladas veio à tona, mas para além dos potenciais danos, ficou claro que o papel do adulto não é somente na supervisão e na curadoria dos conteúdos, mas também em estabelecer limites.
A neuropsicóloga reiterou que educar toma tempo. A troca de um gadget por um livro ou um passeio não é iminente e, muitas vezes, nem é bem vista. Porém, é preciso insistir e encarar que no começo existe bastante resistência, mas depois vira uma rotina.
Por fim, algumas dicas gerais que ficaram:
Informe-se, identifique ferramentas disponíveis (leia, converse, busque outros pais e profissionais como terapeutas)
Empodere-se (identifique o que você pensa, alinhe-se com seu parceiro, veja como lida com as questões e como abordará seus filhos)
Quebre tabus (enderece conversa e temas difíceis e sensíveis. Não podemos fugir deles)
Fique atento (crie um canal de conexão com seus filhos, façam junto algum esporte, tenham alguma rotina juntos)
As emoções variam de acordo com a idade, maturidade e principalmente sofrem influência da relação com o outro e com o ambiente que estamos inseridos. Não há receita que funcione para todas as famílias, mas deve haver uma vontade genuína de enxergar e respeitar nossos filhos, buscando sempre ajudá-los quando necessário.
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